Ressignificando a sociedade na pandemia

Ressignificando a sociedade na pandemia

14 de abril de 2021 0 Por Acácio Alves
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Alguns eventos alteram o curso da história. A pandemia desencadeada em 2020 ainda persiste e tem provocado mudanças profundas na sociedade, transformando pessoas e organizações e nos fazendo repensar valores e prioridades.

Com o fechamento dos espaços e as restrições de circulação e interação, o mundo físico se vê obrigado a ceder espaço para o mundo virtual, de forma abrupta.

Novos hábitos e atitudes surgem em nosso dia-a-dia. Mudamos a nossa forma de pensar, viver e nos relacionar. A maneira como consumimos produtos e serviços também se transforma.

O trabalho, lazer e as transações remotas tornam-se imperativas durante o isolamento. A tecnologia se faz mais presente. Resignificamos o sentido de “estar próximo”.

As empresas se veem obrigadas a ter seus colaboradores atuando de forma remota. Muitas têm se surpreendido com o aumento da produtividade, da satisfação dos funcionários e com a redução nos custos das instalações físicas. Em várias, o home office se tornou definitivo.

Ficar 24h/dia em casa tem sido um grande desafio para a sociedade e também uma nova experiência. Traz a oportunidade de maior convívio familiar e provoca a busca de mais conforto no lar. Em contrapartida, acarreta um aumento nos índices de ansiedade e outros impactos na saúde da população.

O mercado imobiliário também sofre uma reviravolta. Há redução drástica da demanda por Imóveis comerciais. Já para os residenciais, a proximidade dos grandes centros deixa de ser um requisito prioritário.

Com isso, em vez de apartamentos pequenos e práticos, aumenta a procura por imóveis mais afastados e com mais espaço, como sitos, casas de campo e de praia, fazendas. Critérios como conforto, espaço, tranquilidade, lazer e privacidade passam a ser mais relevantes.

O mundo corporativo precisa se reinventar. Alguns setores da economia têm sido fortemente impactados e ainda buscam se recuperar, como turismo, eventos e o comércio físico em geral.

Por outro lado, ocorre um aumento significativo de demandas associadas ao distanciamento. Há uma explosão dos serviços de delivery, não apenas via aplicativos tradicionais, mas também dos próprios estabelecimentos.

Formas de comunicação remota se tornam essenciais para a população, a ponto de lojas físicas de celulares e internet terem ficado abertas, vendendo e prestando atendimentos, em momentos aonde vários outros comércios e serviços estavam fechados.

É cada vez maior a oferta e a demanda por plataformas de comunicação, de streaming, compras online, trabalho em home office e serviços e produtos para o lar, como mobiliário, computadores e TVs.

A inclusão digital da sociedade tem sido acelerada pela pandemia, provocando uma brusca transformação nas empresas. Entender os novos hábitos de consumo da população torna-se questão de sobrevivência para o mundo corporativo.

Assuntos relacionados a tecnologia e inovação, como digitalização, ciência de dados e machine learning saem das baias dos especialistas e invadem a rotina das organizações e sociedades.

A pandemia tem transformado a humanidade. Somos bem diferentes hoje.

Tudo o que projetarmos daqui por diante, precisa considerar o “ver sem estar perto”, o “experimentar sem tocar” e o “obter sem estar presente”.

Que em breve tenhamos o ano 1 d.p. (depois da pandemia), quando começaremos uma nova jornada rumo ao controle e prevenção desta e de outras pandemias e mazelas.

Quando virarmos essa página, teremos dado um passo importante a caminho da evolução como pessoas, empresas e sociedade.

No plano corporativo, será relevante apenas quem se tornar mais digital e virtual, sem ser frio e impessoal, sem se afastar dos indivíduos.


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