Já aceitamos ESG como fundamental. Para onde ir agora?

Já aceitamos ESG como fundamental. Para onde ir agora?

10 de September de 2021 0 By Marina Alves
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ESG é um conceito que fala da importância da sustentabilidade, responsabilidade social e governança dentro das empresas. Embora a sigla seja considerada relativamente nova, sua relevância vem se tornando quase uma unanimidade entre líderes, acionistas, executivos e decisores no mundo dos negócios. Por outro lado, ainda estamos muito longe de transformar tais ideias e convicções em atos reais que impactem tanto dentro das companhias e seu ecossistema, como na sociedade e meio ambiente, como um todo.

Tratar o assunto ESG nas organizações não é exclusividade de áreas internas de governança e responsabilidade social e ambiental. Todos os setores e disciplinas do mundo corporativo são afetados e co-responsáveis por ações e atitudes relacionadas a este tema. Uma recente pesquisa conduzida pela Flow Executive Finders, apontou que o ESG faz parte da pauta de cerca de 65% dos CMOs, por exemplo. E não apenas por uma questão de imagem, mas, principalmente, por uma questão de estratégia, concorrência e mercado. E, no limite, sobrevivência. Em todos os sentidos.

O cerco está aumentando. Além de atender a requisitos legais e fiscais, as empresas estão sofrendo pressão de todos os lados. A sociedade está cobrando cada vez mais. E de forma por vezes silenciosa. Com o acesso à informação crescendo exponencialmente, os bastidores das empresas estão nas vitrines. Consumidores empoderados e conscientes das necessidades de sustentabilidade e ética, já têm ao seu dispor páginas e até mesmo aplicativos inteiros dedicados a ranquear a reputação das marcas, empresas e tudo que as circunda. Os negócios que não se adequarem às novas demandas de ESG irão perder a confiança e fidelidade de seus consumidores, e consequentemente, reduzir seu espaço no mercado.

Tornar-se ESG compliant é saber conjugar rentabilidade e desempenho nos negócios com sustentabilidade, governança e responsabilidade social. Apesar de não ser tarefa trivial, é mandatória e precisa tornar-se uma intenção legítima nas organizações. Quem percebeu isso, já está ganhando pontos com os consumidores e com a sociedade. A sua empresa já entendeu essa ideia? Qual o seu próximo passo?


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