Os gêmeos digitais já estão entre nós

Os gêmeos digitais já estão entre nós
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Ainda que o termo gêmeos digitais – ou digital twins, em inglês – possa parecer um pouco assustador, nos remetendo a um título de filme de terror, o mesmo nada mais é do que uma ferramenta que está aqui para nos auxiliar. Com um conjunto de técnicas, envolvendo internet das coisas (IoT), machine learning e inteligência artificial, esse marco da indústria 4.0 veio para ficar.

Com o objetivo principal de auxiliar os desenvolvedores e engenheiros a aprimorar seus produtos ou serviços, os gêmeos digitais são uma versão 100% virtual do objeto de estudo, permitindo simulações do mesmo. Com esse modelo virtual existindo, torna-se possível testar e entender a funcionalidade de um produto ainda durante sua fase de desenvolvimento, já prevendo suas falhas com antecedência, e assim podendo garantir um melhor resultado em sua etapa final.

Já vemos atualmente este instrumento sendo aplicado por diversas empresas, e este número irá crescer mais ainda daqui para frente. Segundo o relatório Digital Twin Market – Growth, Trends, COVID-19 Impact and Forecasts, do Mordor Intelligence, devemos esperar um crescimento anual de cerca de 35% dos gêmeos digitais entre os anos de 2021 e 2026, se tornando cada vez mais presente no mercado.

Algo muito interessante sobre a aplicabilidade do gêmeo digital é que, ainda que seja utilizado majoritariamente por fabricantes para analisar seus produtos, esta ferramenta também tem sido muito utilizada por diversos segmentos de negócio, como no varejo, para coletar importantes insights. Por mais que não seja tão intuitiva a ideia de que o digital twin possa ajudar nessa função, a lógica passa a fazer muito mais sentido quando percebemos o potencial de disciplinas como data science e machine learning. Há uma infinidade de dados disponíveis no universo sobre quase tudo e todos, nas mais diversas fontes e mídias, em bancos de dados, redes sociais, históricos de pesquisa e etc. Estes podem ser coletados, interpretados e modelados, gerando um verdadeiro gêmeo digital do consumidor, e assim compreendendo aquilo que o agrada e desagrada.

O Digital Twin já tornou-se essencial para aqueles que o utilizam. Ainda assim, há uma grande resistência de diversas empresas em adotá-lo, seja por falta de conhecimento, seja por medo do investimento em uma tecnologia relativamente nova. Entretanto, já é fato que tal ferramenta logo se tornará indispensável para que qualquer negócio evolua. Não se trata de profecia, mas uma constatação: no futuro, quem não tiver um gêmeo digital pode tornar-se obsoleto.


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Marina Alves

Marina Alves

Atua com estratégia, marketing e inteligência de negócios na Driven Consulting. Estudante de Relações Internacionais na UFRJ.

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